Is anybody out there?
Venha alguém, com muito jeitinho, desfazer este abraço.
Venha alguém, mas com jeitinho, atirar o barro ao mar
e pendurar a minha história num pedaço de lua,
num marco de correio, numa porta sem número.
Mas venha alguém que traga éter
para o caso de eu acordar mal disposta.
E, já agora, se não for pedir muito, uma caixinha de música
que me acenda as artérias e me inflame os pés.
Que me condense a lucidez num parêntesis recto.
Que me faça acreditar que há anjos que dançam connosco,
mesmo quando queremos que alguém, com muito jeitinho,
nos desprenda daqueles fios transparentes
que ligam a nossa alma ao amor. Com muito jeitinho, se faz favor.